terça-feira, 25 de novembro de 2008

Enquanto durmo

Muitas perguntas
Que afundas de respostas
Não afastam minhas dúvidas
Me afogo longe de mim
Não me salvo
Porque nã
o me acho
Não me acalmo
Porque não me vejo
Percebo até
Mas desaconselho...


Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
Enquanto durmo
Enquanto durmo...

De longe parece mais fácil
Frágil é se aproximar

Mas eu chego, eu cobro
Eu dobro teus conselhos
Não me salvo
Porque não me acho
Não me acalmo
Porque não me vejo
Percebo até
Mas desaconselho...

Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
Enquanto durmo
Enquanto durmo...

Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Na minha casa, no meu rosto
Nas minhas costas largas
Hon! Eh! Eh! Eh!
Espero a chuva cair
Nas minhas costas largas
Que afagas enquanto durmo
Uh! Uh!
Enquanto durmo
Enquanto durmo...


Zélia Duncan (Composição: C. Oyens e Zelia Duncan)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A grama do vizinho é sempre mais verde!

Sempre ouvimos essa frase, mas nunca paramos pra pensar, nem neste, nem em nenhum outro ditado popular que ouvimos diariamente. A grama do vizinho é sempre mais verde. Ouvimos sempre as pessoas falarem isso com a boca cheia, quando o vizinho compra um carro novo. Sua mãe vem e diz: “você viu o carro do fulano? Ele tá trabalhando bastante né... ele merece...” Ou se não, “nossa, como a filha do cicrano tá linda... Olha o namorado que ela arrumou! Que coisa mais fofa! Trabalhador o menino, esforçado. Quem dera a minha filha ser assim também”. Isso me faz lembrar inúmeras passagens de minha singela vida em Campos. Como as pessoas gostam de futricar na vida dos outros, e é impressionante como elas se sentem incomodadas com o fato de o indivíduo ao seu lado prosperar na vida. Quando acontece um fato desses, as “véia” já saem na rua pra cutucar. “Acho que tem alguma coisa estranha aí viu. Não é de se estranhar que o rapaz tenha comprado esse carro novo? Acho que ele tá envolvido com drogas.”
Meu Deus! Quanta hipocrisia. E se for investigar a vida do cidadão a fundo, verá que ele se enroscou numa dívida infindável, pra não dizer não impagável, só pra ter o carrinho pra passear com a namorada, pra pegar as menininhas. Mas isso é o que vale pra ele! Andar de carro com o seu próprio esforço. E daí! E mal sabe o ele que está sendo julgado por toda a vizinhança. E o problema é que ele pensa que não tem que dar satisfação a ninguém de sua própria vida!
E isso não acontece só nessas circunstâncias. Não é só o financeiro que importa. Se a gente consegue fazer a vida prosperar um pouquinho, também é motivo para picuinhas. Todo mundo já comenta: “nossa, isso ta muito caro..não tinha um mais barato não?”. Ou a gente que é difícil de engordar e já vem a fulana com inveja, ainda falando com a cara mais lavada. Tamanha inveja que faz a gente até engordar. Deus me livre! E aí vem a pergunta: O QUE TODO MUNDO TEM A VER COM A MINHA VIDA? OU COM A SUA VIDA? OU COM A VIDA DO SACRIFICADO QUE COMPROU UM CARRO?
A infelicidade que atinge as pessoas, o fato de elas se sentirem um fracasso fazem com que a sociedade se volte contra ela mesma. A falta do valor que deveria ser dado às pessoas que você ama, a sua família, namorada, suas conquistas, acabam por corromper o que você deveria ter de maior: sua auto-estima. Não falo aqui arrogância ou nariz empinado. Falo de autoconfiança. A falta de iniciativa, de novos desafios faz com que as pessoas cada vez mais deixem de prestar atenção em si próprias e desabem a comentar sobre a vida dos outros, se mantendo num extremo ritmo de competição pra que a gente jamais seja “superior” à eles. Quanta pretensão! Às vezes, o olho é tão gordo que faz a grama da gente morrer aos poucos.
E o pior é que o mundo de hoje contribui cada vez mais com esse tipo de comportamento, onde o que importa é o status. É a roupa de marca que você usa. É o carro novo que você tem. Ou o que importa é que você faça as coisas bacanas pra você se sentir bem, para que os outros possam comentar de você.
O que será melhor, comentarem da sua grama ou da grama do vizinho?
Sei lá, desde que não pisem na minha grama, eu vou ficando tranqüila...rs

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Será que sobrevivo ao Natal?

Alguém alguma vez na vida já passou o Natal sozinho? Eu nunca.
Mas temo que este ano seja minha primeira vez. Não que eu acredite que passar Natal com alguém é obrigação, até porque isso é coisa vendida pela mídia, onde as pessoas têm que se mostrar felizes, têm que estar financeiramente adequadas para presentear os amigos e parentes e ainda têm que passar correndo até tal hora na casa da avó, depois na casa da sogra, depois na casa do....E assim vai. Mas é que realmente é triste, ainda mais pelos motivos que muitas vezes nos levam a isso.
Pois bem, se eu posso reverter a situação? Em alguns aspectos sim, se o meu motivo soubesse me ouvir e entender ou então se a única pessoa que poderia (e DEVERIA) passar comigo entendesse meus motivos. Por hora, quero mais é que o Papai Noel e o seu espírito de Natal fiquem presos na chaminé..
Por exemplo, vocês ficariam felizes em uma noite de Natal com gente que nem faz parte da sua família, só pra não ficar sozinho? Logo, assim ficaria ainda mais triste porque, apesar de não estarem sozinhos, lembrariam o tempo todo que as pessoas que estão ali, não dão a mínima pra você, tão quanto a sua família daria.
É mais ou menos por aí..
Então antes passar sozinho e triste por estar sozinho, do que passar acompanhado com gente que não significa nada pra você. Tô tentando me guiar por aí...
Mas ainda há esperança de eu ficar em primeiro plano e poder contar com a melhor de todas as companhias nessa noite que pra mim sempre representa tristeza. Porque assim, eu nem de Natal gosto pra começo de conversa. Todo mundo sempre chora quando abraça o outro, e nessa eu acabo chorando, é tana ladainha, tanta promessa não cumprida, enfim..Sempre acontece tudo isso e me dá nos nervos quando eu entro nesse clima de chororô..Ainda mais com problemas que me fazem, além de triste, ficar sozinha no Natal.
Ô vida...É preciso ainda acreditar nas pessoas, esperar que elas façam seus sacrifícios como nós fazemos e se importem com a gente como nos importamos com elas. Só assim a gente não entra em depressão e se afunda de vez.
Se vocês não entenderam lhufas do que eu falei..E, bom, talvez nem devam, só torço por vocês, para que não passem o Natal sozinhos..
Vamos ver o que acontece com o meu...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Morfeu..

Um mês...
Esse é o tempo que eu tô sem dormir. Mudança, trabalho, cansaço demais..
Nas duas últimas semanas quase virei um zumbi de tanto sono acumulado. Quase dormia sentada em frente ao pc no trabalho.
Com isso tudo, ainda tinha que tirar forças e ânimo de não sei onde pra fazer matérias.
Tive que ir pra Quissamã fazer matéria ontem..Caramba, só Deus mesmo!
Mas antes...
Fazendo uma matéria sobre a estação de tratamento de esgoto de Macaé q está praticamente abandonada, largada às ferrugens, entrevistei umas pessoas e uma delas me deu uma resposta q eh oq eu sempre espero da comunidade nessas materias de denúncia. Quando perguntei ao cara se ele podia falar, ele disse o seguinte: "Você me desculpa. Não é nada com vocês, mas eu não vou falar não porque já estou cansado de perder meu tempo falando pra rádio, tv, jornal, e nada acontecer. Vocês ajudam, a gente reclama, mas não aparece ninguém pra resolver o problema". Eu sempre saio falando isso qdo faço matéria d bairro. A gente vai lá, escuta o povo, mas na hora de ouvir o que as autoridades tem a dizer, eh sempre a mesma ladainha "Vamos fazer um levantamento para resolver o problema" ou "Estamos com um projeto esperando licitação", enfim..Uma verdadeira enganação. Infelizmente, quem se prejudica com isso é a população. Enquanto isso os caras ficam viajando, curtindo os milhões das obras superfaturadas. É um absurdo construir uma estação de tratamento de esgoto em meio à casas e a gente ver que nao é feito nenhum tratamento, simplesmente os caminhoes despejam os detritos ali e ponto. Dane-se o povo q mora em volta, se tem criança com alergia, se isso traz mosquito, se o mau cheiro é forte a ponto das pessoas não conseguirem ficar na frente de casa conversando com um vizinho. To cansada disso tudo, sabe..
Ai já partindo pro lado bom do dia..Fui a Quissama fazer uma materia sobre o Centro de Referencia da Juventude. Pq essa sim eh uma cidade que tem infra-estrutura e faz bom uso do dinheiro publico. Esse centro atende os jovens da cidade, faz com que eles tenham uma ocupacao, ja que a cidade eh pequena. Bom, o local ja funcionava ha 3 meses, mas com as eleiçoes n teve inauguracao. Dai a secretaria de Açao Social resolveu comemorar com as crianças de la e integrando os jovens e idosos de outros projetos afins. É fascinante ver como as pessoas se envolvem quando se encontram diante de uma oportunidade como os projetos de la. Crianças tocando instrumentos alternativos, fazendo um baita som, diga-se de passagem mt bom pra quem soh aprendeu a 3 meses. O mais bonito de tudo foi ver os idosos cantando. Gente, que energia! Deram um banho em mt jovem q tem por ai. Eles cantam com gosto, dançam, curtem mesmo. O máximo! Melhor ainda é que o projeto ainda traz benefícios pra saude dessas pessoas. Uma das senhoras que entrevistei, por exemplo, ela tem depressao e o coral tem feito com que ela ocupe a mente, esteja em contato com outras pessoas pra nao se sentir sozinha, fora a injeçao de animo. Foi de encher os olhos d'água. Quero chegar nessa idade com a animaçao que eles têm. Como se nao bastasse, ainda teve uma apresentacao de um grupo chamado Q'Batuque, projeto desenvolvido pela secretaria tbm, que cantou varias musicas baianas, alias muito bem por sinal. Cada ida a Quissama é uma descoberta. Cidade apaixonante.
Mas, pra falar a verdade, CANSEI! hauHAUhAUA..O dia foi cansativo, mas foi mt bom.
Vamos ver hj o que me espera. Agora fazendo tudo sozinha, o bixo ta pegando pro meu lado.
Como a semana ta passando rapido, o fim de semana tá proximo, aí eu descanso. Espero! rs..

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

A primeira impressão nem sempre é a que fica

Lembram de uma antiga propaganda de desodorante, onde tinha a seguinte frase como carro chefe “a primeira impressão é a que fica”? Pois é, isso nem sempre a primeira impressão é a que fica. Você se lembra de quantas vezes antipatizou com alguém que acabou de conhecer só porque achou o olhar da pessoa antipático ou a maneira de falar agressiva ou ainda por ter um jeito diferente de falar as coisas?
Temos a péssima mania de chegar a um veredicto apenas observando ou olhando para alguém. Determinamos aleatoriamente as qualidades que fazem parte desta ou daquela pessoa e ainda temos a cara de pau de nos escondermos atrás daquela velha máxima, “meu santo não bateu com o dela”, como se não fossemos donos de nossa reles arrogância.
A partir do momento que pré-julgamos alguém, automaticamente nos colocamos como superiores, nos achamos “maiores” que os outros, mais simpáticos ou espertos, donos da verdade e senhores das preferências alheias e nos esquecemos que também podemos estar sendo julgados. Se parece bobo acreditar que alguém que nunca nos viu possa nos taxar de simpáticos ou não, inteligentes ou absolutamente estúpidos só porque nos apresentamos mal nos primeiros segundos, saiba que é isso o que acontece.
A primeira impressão se dá de forma tão rápida que mal nos damos conta do que nos levou a pensar bem ou mal a respeito de uma determinada pessoa. O importante é que nada disso seria problema se não estivéssemos expostos ao mesmo risco.
Já li em algum lugar que boa parte do que acreditamos ser verdadeiro é proveniente da visão. Mesmo assim, é difícil imaginar que um simples sorriso ou estar bem arrumada seja o suficiente para decidir que você é uma coisa ao invés de outra.
Todos nós fazemos parte da mesma sociedade, a sociedade humana, porém temos o nosso próprio comportamento individual e somos responsáveis por ele. Somos como peças precisas, com encaixes perfeitos, que funcionam e fazem funcionar através das influências interpessoais, hora influenciamos, hora somos influenciados.
Algumas coisas levaremos para o resto de nossas vidas, ficarão marcadas em nossa pele por todo nosso ser e não podemos fazer da primeira impressão a nossa máxima norteadora. Podemos nos impressionar ou mesmo nos decepcionar com as pessoas, com apenas um piscar de olhos, porém, não devemos jamais tirar conclusões antecipadas, pois podemos estar provando do nosso próprio veneno.
Não há nada mais fértil que nossa imaginação, a viagem do real para o irreal é instantânea e isso pode sutilmente interferir em nossa tomada de decisão, por isso é fundamental, nos pormos no lugar alheio.
Mas enfim, tudo isso aqui é pra dizer e me retificar de algumas coisas que pensei há quase exatos 3 meses atrás quando conheci uma certa colega de trabalho. O jeito meio espevitado, um tanto quanto “desbocado” (rs..) dela, me afastou a princípio, mas, como nem tudo que parece é, as atitudes dela me provaram o contrário. Com a proximidade foi dando pra perceber que a primeira impressão não era a que ficaria, e não ficou. A menina Cretina de quem eu me mantinha distante, acabou sendo a mais próxima.

Hoje a gente sai, zoa, ela presenteia meu cachorro e o chama de sobrinho/afilhado (mesmo ela tendo gato e eu não gostando de gatos..rs..), ajudou na minha mudança..Enfim.Tudo mudou muito rápido. Antes tarde do que nunca. Foi bem a tempo. Agora ela está indo pra um outro emprego, bem melhor do que o de antes e a gente vai se afastar um pouco no dia-a-dia, mas não é por isso que não manteremos a amizade. Então, Cretina, mantenha seu msn ativo, skype e companhia, e vamos continuar marcando “N” aventuras..Seja muito feliz no novo emprego e apareça sempre que possível.